quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

LOUCOS POR CRISTO


“Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis".1 Coríntios 4:10. 

Uma suave revolução acontecerá pela humilde organização dos cristãos loucos que estão dispostos a subverter a ordem estabelecida ao reorganizar sua vida em torno da mente de Cristo. Sua questão é a transparência por meio da veracidade, e seu estilo de vida será moldado pelo evangelho de Jesus Cristo. 

Se “a verdade consiste em que a mente dê às coisas a importância que elas tem na realidade”, nas palavras de Jean Danielou, então o desejo de segurança, prazer e poder será avaliado de forma realista como sendo palha, e o domínio de Jesus Cristo pragmaticamente afirmado como a ordem da verdadeira realidade. 

Os loucos por Cristo são violentos, como o evangelho ordena que sejam (Mt. 11:12), mas a violência se aplica a eles próprios (Gl. 5:24). Sua bondade é o belo fruto da reverência a Deus, da compaixão pelo mundo e do respeito de si mesmos. Suas prioridades são pessoais, determinadas não pela religião popular do momento, por políticas de poder ou pela cultura de consumo, mas pelo Sermão do Monte e pelo mistério pascal. 

Para o louco, Jesus Cristo não é um sábio ou um admirável reformador: é o segundo Adão, autor de uma nova criação. “Estou fazendo novas todas as coisas!” (Ap. 21:5). Jesus redirecionou a realidade e deu-lhe uma orientação revolucionária. Jesus não arrumou o mundo. Ele o levou a uma freada barulhenta. O que ele refez a partir dos materiais humanos da velha ordem não foram pessoas mais agradáveis, com moralidades melhores, mas coisas novas (IICo. 5:17). 

Conforme seria de se esperar (Jo. 15:18), esses loucos serão ofendidos. O cristianismo hoje é basicamente inofensivo, um tipo de religião que jamais transformará coisa alguma. Jesus Cristo, o mestre revolucionário, transgrediu a ordem religiosa da Palestina. Os cristãos também são compelidos a transgredir e, se não o fizerem, isso é um mau sinal: não estarão sendo revolucionários de fato. 

Quando os loucos que buscam viver com a mente de Cristo (Fp. 2:5) perguntam a si mesmos “Por que existo?” eles respondem: “ Por causa de Jesus Cristo”. Se os anjos se perguntarem, a resposta será a mesma: “Por causa de Jesus Cristo”. Se o universo inteiro de repente pudesse falar, de norte a sul e de leste a oeste, ele clamaria em coro: “Nós existimos por causa de Cristo”. 

Se houver qualquer prioridade em nossa vida pessoal ou profissional mais importante do que o domínio de Jesus Cristo, desqualificamos a nós mesmos como testemunhas do evangelho e como membros da suave revolução. 

Desde o dia em que Jesus rompeu os laços da morte e a era messiânica irrompeu na história, há uma nova agenda, um conjunto sem igual de prioridades e uma hierarquia revolucionária de valores para o crente. 

O Carpinteiro não somente refinou as éticas platônicas, ou aristotélicas, reordenou a espiritualidade do Antigo Testamento, ou renovou a velha criação. Ele trouxe uma revolução. Precisamos renunciar a tudo o que possuímos, não apenas a maior parte.Precisamos abandonar nosso velho modo de vida, e não corrigir apenas algumas de suas poucas aberrações. Devemos ser uma criação completamente nova, não simplesmente uma versão renovada. Seremos transformados de uma glória a outra, até mesmo na própria imagem do Senhor – transparente. A mente será renovada por uma revolução espiritual. 

"Convite à Loucura”, Brennan Manning

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